RESENHA: Os sete maridos de Evelyn Hugo

Resenha por Evelyn Moraes (@evybooks) para o Cadê LGBT

Este é o segundo livro da Taylor Jenkins Reid que leio no período de um mês e ainda não sei como ela consegue fazer histórias tão envolventes e impactantes e, principalmente, que parecem tão reais, mesmo com enredos e personagens que vivem vidas tão irreais, como lendas do rock, no caso de "Daisy Jones & The Six", e agora estrelas de Hollywood com "Os sete maridos de Evelyn Hugo".


Ah, eu sei que o mundo prefere mulheres que não têm noção do próprio poder, mas estou de saco cheio disso."

Título: Os sete maridos de Evelyn Hugo
Autor: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Número de páginas: 360
Gênero: Romance LGBT
ISBN: 978-85-843-9150-9
Aviso de gatilho: Violência doméstica, homofobia, suicídio abuso psicológico, aborto.
Onde encontrar: na Amazon
As pessoas não são muito solidárias e acolhedoras com uma mulher que põe a própria carreira em primeiro lugar."

SINOPSE: Lendária estrela de Hollywood, Evelyn Hugo sempre esteve sob os holofotes – seja estrelando uma produção vencedora do Oscar, protagonizando algum escândalo ou aparecendo com um novo marido... pela sétima vez. Agora, prestes a completar oitenta anos e reclusa em seu apartamento no Upper East Side, a famigerada atriz decide contar a própria história – ou sua "verdadeira história" –, mas com uma condição: que Monique Grant, jornalista iniciante e até então desconhecida, seja a entrevistadora.

Ao embarcar nessa misteriosa empreitada, a jovem repórter começa a se dar conta de que nada é por acaso – e que suas trajetórias podem estar profunda e irreversivelmente conectadas.


A questão aqui é exatamente essa, não? É por isso que ela faz tanta questão de ser compreendida, de ser descrita nos termos exatos. Porque quer ser vista como é de verdade, com todas as nuances possíveis."  

Acabei esse livro com uma mistura de sentimentos, emoções e com lágrimas nos olhos. Uma história que vai muito além do que se espera, te faz sorrir, chorar, odiar algumas atitudes e personagens em questão, mas, principalmente, amar. A trajetória de Evelyn é cheia de surpresas que vão acontecendo do momento em que ela começa a narrá-la, até o final. Apesar de ser uma mulher forte, ela também passa por muitos altos e baixos, coisas boas e ruins, e toma muitas atitudes questionáveis, seja para conseguir o que quer, ou para proteger quem ama.


— Amar não é errado, querida. Não é” — respondi. — “As pessoas é que estão erradas.”

Assim como ficamos imersos na vida dessa atriz que foi (e ainda é) uma lenda de hollywood, podemos observar o que acontece na vida de Monique, já que o livro intercala entre o presente e passado, uma jornalista que está passando por um divórcio e tentando se encontrar e provar seu valor no âmbito profissional. Ela é a pessoa que, por algum motivo, Evelyn escolhe para ser aquela a dar voz a sua verdadeira história. Então essa curiosidade para saber qual a conexão que as duas tem e o porquê de Hugo a ter escolhido está presente durante toda a leitura.


Acho que ser quem a gente é — de verdade, e por inteiro — sempre vai exigir nadar contra a corrente.”   

Uma coisa notável nesses dois livros da autora é que ela mostra que não importa a fama e o dinheiro que essas estrelas possuem, elas continuam sendo humanas que também erram, acertam e se arrependem. O livro tem muita representatividade, aborda temáticas LGBT, o poder e papel da mulher na sociedade, machismo, questões raciais, em uma era em que as coisas eram ainda mais difíceis, mas que, infelizmente, em alguns aspectos não está muito diferente dos dias atuais.


Mas tive que lutar com unhas e dentes para conseguir. Se eu for capaz de deixar este mundo um pouco mais seguro e um pouco mais fácil para aqueles que vierem depois de mim… bom, então acho que tudo vai ter valido a pena.” 

*A leitura foi feita por e-book de cortesia da Editora.


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